Edição Maio de 2026

União e renovação em nosso novo ciclo na AEA Marília

por engenheiro agrônomo Walter Cação Júnior

É com grande honra e profunda disposição que assumo a presidência da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Marília, a AEA Marília. Estar à frente desta entidade, que é o pilar de sustentação e voz das nossas classes profissionais, representa para mim um compromisso de dedicação plena.

Sinto-me motivado a liderar este novo conselho, compreendendo a responsabilidade de representar cada associado e de fortalecer o papel da AEA em nossa comunidade.  Neste início de caminhada, expresso meu sincero agradecimento e reconhecimento à gestão anterior, brilhantemente conduzida pelo engenheiro civil Vitor Violante. O trabalho realizado até aqui foi fundamental para mantermos nossa associação sólida e respeitada. É sobre esse alicerce de competência que pretendemos construir nossa nova etapa, contando inclusive com a continuidade da colaboração do colega Vitor, que agora assume a Diretoria de Patrimônio. 

Acredito piamente que o princípio da união é a nossa maior força. A AEA existe para e pelos seus associados, tendo como função primordial a valorização contínua dos nossos profissionais. Nossa missão é ser um espaço de troca de conhecimentos, defesa de direitos e, acima de tudo, um ambiente onde o engenheiro, o arquiteto e o agrônomo sintam que suas carreiras são prestigiadas e protegidas pela força do coletivo. 

Para este biênio, nossa nova diretoria assume o desafio de consolidar o crescimento da AEA e ampliar nosso quadro de associados. Teremos um olhar atento e acolhedor aos profissionais mais jovens que ingressam no mercado, buscando integrá-los à vida da entidade. Ao unirmos a experiência dos veteranos com o entusiasmo das novas gerações, garantiremos uma associação cada vez mais dinâmica, inovadora e relevante para Marília e toda a nossa região.

Walter Cação Júnior é engenheiro agrônomo e presidente da Associação dos Engenheiro, Arquitetos e Agrônomos (AEA Marília) biênio 2026-2027.

Expediente

Diretoria da AEA Marília
Biênio 2026-2027

Edição de Maio 2026

Diretoria 

Presidente
Walter Cação Júnior
Engenheiro Agrônomo

Vice-Presidente
Nivaldo João da Cruz
Engenheiro Civil

Diretor Administrativo
Caetano Motta Filho
Engenheiro Agrônomo

Diretor Adjunto Administrativo
Michel Sudaia Filho
Engenheiro Agrônomo

Diretor Financeiro
Edson Navarro
Engenheiro Eletricista

Diretora Social
Clédina Emiko Yamashita
Arquiteta

Diretora Adjunta Social
Juliana Vila De Moraes
Arquiteta

Diretor Cursos e Palestras
James Lancaster Donovan de Moraes Sales
Engenheiro Civil

Diretor Adjunto de Cursos e Palestras
Regis Eugênio dos Santos
Engenheiro Eletricista

 

Diretor de Esportes e Lazer
Leonardo Mathias Rampinelli
Engenheiro Civil

Diretor Adjunto de Esportes e Lazer
Rubio Galharim
Engenheiro Civil

Diretora de Comunicação
Andressa Marqueze da Silva Lancaster de Moraes
Engenheira Civil

Diretor Adjunto de Comunicação
Gustavo Henrique Moretti Ferreira
Engenheiro Mecânico

Diretor de Patrimônio
Vitor Manuel Carvalho de Souza Violante
Engenheiro Civil

Diretor Adjunto de Patrimônio
Edson Carlos Rizzo
Engenheiro Civil

Conselho Fiscal

Efetivos

Cassiano Fogaça
Engenheiro Civil

Felipe Justo Fortunato
Engenheiro Civil

Fernando Cesar Favinha Rodrigues
Engenheiro Civil

Suplentes

Larissa Yuri Ishi Amaral
Arquiteta

Marcelo Salmon
Arquiteto

Silvio Angelo Boschetti
Engenheiro Agrônomo

Painel online é o boletim informativo da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Marília.

Jornalista-responsável: Ramon Barbosa Franco – Mtb 32.103

Aniversários AEA Marília

01/05
Mirela de Oliveira Rodrigues
Arquiteta e Urbanista

02/05
Adauto Pinto de Andrade
Engenheiro Mecânico

03/05
Luis Cesar Villani
Engenheiro Agrônomo

Marcelo Salmon
Arquiteto e Urbanista

Ian Cesar Amos Esteves
Engenheiro Civil

04/05
Roberto Biava
Engenheiro Civil

Bruno Felipe Santos Fernandes
Arquiteto e Urbanista

05/05
Valmor da Cunha Grávio
Engenheiro Eletricista

09/05
Silvio Ângelo Boschetti
Engenheiro Agrônomo

Lilian Ruth Tejero
Engenheira Ambiental

10/05
Sebastião da Silva Andrade
Engenheiro de Segurança do Trabalho

Bruna Cristina Pires
Arquiteta e Urbanista

Julia Carvalho
Acadêmica de Arquitetura e Urbanismo

11/05
Leonardo Galvão Daun
Engenheiro de Produção

Ana Beatriz de Paula Menin
Arquiteta e Urbanista

13/05
Eduardo Luis Ribeiro
Arquiteto e Urbanista

16/05
Fernanda Pereira Fontão
Arquiteta e Urbanista

17/05
Fabio Antonio Fregonesi
Engenheiro Eletricista

Larissa Dias de Freitas
Arquiteta e Urbanista

18/05
José Hajime Takahashi
Engenheiro Mecânico

Adair Menegucci
Engenheiro Civil

20/05
Felipe Justo Fortunato
Engenheiro Civil

21/05
Marcelo Luiz Alves
Engenheiro Civil

Hellen Cristina Cardoso dos Santos da Silva
Estudante Urbanista

22/05
Carlos Estevo Nascimento
Arquiteto e Urbanista

Alessandro Treghi de Sene
Engenheiro Civil

23/05
Yoshiyaki Tokumo
Engenheiro Eletricista

24/05
Cassiano Fogaça
Engenheiro Civil

Guilherme Santos Polegato
Engenheiro Civil

Debora Yoshida Ishii
Arquiteta e Urbanista

25/05
José Roberto de Oliveira
Engenheiro Civil

Rafael Rodrigues da Silva
Engenheiro Eletricista

27/05
Tânia Cristina Bastos Donandon de Oliveira
Engenheira Civil

31/05
Edson Navarro
Engenheiro Eletricista

Paulo Rogerio Capucci
Engenheiro Eletricista

AEA Marília realiza palestra sobre análise de viabilidade financeira em projetos

Evento voltado a estudantes e profissionais reuniu público na sede da associação para debate técnico

A Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Marília e Região (AEA) promoveu na noite de 30 de abril de 2026 a palestra “Análise de Viabilidade Econômico-Financeira de Projetos”. O encontro teve como objetivo capacitar os participantes para a avaliação de projetos com critérios técnicos, segurança e visão estratégica. A atividade foi ministrada pelo palestrante Leandro Machado Tenório.

O evento ocorreu na na sede da entidade, localizada na rua Mecenas Pinto Bueno. A palestra contou com a participação de estudantes e profissionais das áreas de engenharia e arquitetura. O presidente da AEA Marília, Walter Cação Júnior, e membros da diretoria estiveram presentes e acompanharam o desenvolvimento dos trabalhos, que registraram a ocupação total do espaço previsto para a formação.

A iniciativa foi realizada em parceria com o sistema Confea/Crea-SP e Mútua. Durante a apresentação, foram abordados métodos para mensurar o retorno financeiro e a sustentabilidade de propostas técnicas no mercado atual. Após a exposição do conteúdo, houve espaço para o esclarecimento de dúvidas, consolidando o êxito da programação voltada ao aprimoramento profissional na região de Marília.

Mútua SP e AEA Marília concluem curso de licenciamento ambiental no campus da Unimar

O treinamento técnico contou com palestra de abertura do diretor da Mútua São Paulo, Ronaldo dos Santos, que detalhou os benefícios e a rede de assistência oferecida pela caixa aos profissionais

Com a presença dos diretores Caetano Motta Filho e Vitor Violante, a AEA Marília (Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Marília), com o patrocínio da Mútua SP e apoio do Crea-SP, organizou, no último sábado, 9 de maio de 2026, no laboratório multidisciplinar de Agronomia, da Unimar (Universidade de Marília), treinamento sobre licenciamento ambiental. As conferências foram ministradas pelo engenheiro agrônomo João Caetano Neto e pelo engenheiro florestal Luiz Gustavo Martinelli Delgado. Os instrutores abordaram temas centrais como a gestão de recursos hídricos e a consultoria técnica aplicada ao setor, fornecendo subsídios práticos para a atuação profissional.

O treinamento reuniu dezenas de profissionais e foi precedido por duas palestras institucionais. A primeira, ministrada pelo diretor administrativo da Mútua SP, Ronaldo dos Santos, e a segunda pelo engenheiro civil Ranulfo Félix da Silva Júnior, conselheiro do Crea-SP. Durante a abertura, os diretores da AEA Marília e ex-presidentes da entidade, engenheiro civil Vitor Violante e engenheiro agrônomo Caetano Motta Filho – representantes do presidente e engenheiro agrônomo Walter Cação Júnior, deram as boas-vindas aos participantes e enfatizaram a relevância da associação na valorização da categoria. “A AEA é uma entidade de classe que integra o grupo de 190 associações de engenharia e arquitetura distribuídas por todo o Estado de São Paulo”, considerou Caetano Motta.

Sobre a caixa assistencial, que hoje soma mais de 23 mil associados em São Paulo, o diretor administrativo da Mútua SP Ronaldo dos Santos explicou o funcionamento da entidade, cuja diretoria financeira conta com a engenheira civil Cláudia Aparecida Sornas Campos, também ex-presidente da AEA Marília – também presente ao curso do dia 9. “Oferecemos benefícios reembolsáveis que apoiam o profissional em diferentes momentos, como o Equipa Bem, Férias Mais, Garante Saúde, Ajuda Mútua e o programa de inclusão”, informou o diretor. Ronaldodos Santos destacou o amparo social. “Contamos com auxílio pecuniário, pecúnio por morte e auxílio funeral, além do Clube de Vantagens. Podem se associar à Mútua todos os profissionais com registro no Crea”, disse.

Na sequência, Ranulfo Félix da Silva Júnior apresentou o papel institucional do conselho e sublinhou que a missão da autarquia “proteger a sociedade e valorizar o exercício profissional”, declarou. O conselheiro explicou que o Crea-SP é composto por nove Câmaras Especializadas — incluindo Engenharia Civil, Elétrica, Mecânica e Metalúrgica, Agronomia e Agrimensura.

“O plenário é a instância máxima do nosso conselho, que atualmente é formado por 282 conselheiros. A maior Câmara é a de Engenharia Civil”, contextualizou. O conselheiro lembrou que o Estado é dividido em 16 regiões, sendo Marília uma delas, contando com suporte de 50 coworkings instalados, inclusive em Marília e Garça.

Biodiversidade e Legislação

O curso de Licenciamento Ambiental aprofundou-se em legislação, conceitos básicos, compensação ambiental e processos da Cetesb. O palestrante Luiz Gustavo Martinelli Delgado, formado pela Faef de Garça, pontuou que, embora 23% do território paulista possua cobertura vegetal nativa, o cenário predominante é de fragmentação, sendo que Marília detém menos de 15% de sua vegetação original.

“Marília está localizada em uma área estratégica de transição entre os dois principais biomas do Estado: a Mata Atlântica e o Cerrado”, explicou Delgado, ressaltando que, apesar da predominância da Mata Atlântica de Interior, a região preserva núcleos consideráveis de Cerrado. O engenheiro agrônomo João Caetano Neto, que possui especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho, detalhou sua vasta experiência técnica para esclarecer as principais dúvidas apresentadas pelo público.

O currículo do agrônomo João Caetano Neto se destaca pela atuação como consultor na área de engenharia de segurança do trabalho e meio ambiente, além de ser instrutor de treinamentos em conformidade com as Normas Regulamentadoras (NRs). Com expertise em gestão de recursos hídricos e licenciamento ambiental, Caetano Neto esclarece as principais dúvidas apresentadas pelos participantes. . O público recebeu material de apoio e um kit exclusivo fornecido pela Mútua SP e pela AEA Marília, contendo cadernos e panfletos informativos sobre as entidades.


Quais empresas devem ter registro no Crea-SP?

Toda e qualquer pessoa jurídica que atua com Engenharia, Agronomia e Geociências

Entre os profissionais paulistas que atuam ou prestam serviços na área tecnológica já é comum o reconhecimento da obrigatoriedade do registro no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (Crea-SP). A necessidade da habilitação é estendida às empresas que também exercem atividades técnicas das diferentes modalidades das Engenharias, Agronomia e Geociências.

Isso acontece devido ao texto da Lei Federal 5.194, de 1966, que diz em seu artigo 59 que “firmas, sociedades, associações, companhias, cooperativas e empresas em geral, que se organizem para executar obras ou serviços relacionados na forma estabelecida nesta lei, só poderão iniciar suas atividades depois de promoverem o competente registro nos Conselhos Regionais, bem como o dos profissionais do seu quadro técnico”. O que significa que, além do registro de pessoa jurídica, é necessário indicar um responsável técnico com atribuição para aquele exercício profissional.

A questão é de segurança da sociedade. “Por estar sujeita à legislação, a empresa deve se registrar com, no mínimo, um responsável técnico que responda por suas atividades. Esse profissional é quem deve garantir o cumprimento das normas”, explica o advogado Auro de Moraes, chefe da Equipe de Atendimento aos Profissionais, Empresas e Instituições de Ensino do Crea-SP.

Para responder pela empresa, o engenheiro, agrônomo ou geocientista precisa ter formação e atribuição concedida pelo Conselho para a modalidade descrita no objeto social da pessoa jurídica. Ou seja, se a empresa é de Engenharia Civil, é preciso que o profissional indicado seja engenheiro civil. Se tratar de uma empresa de Geologia, um geólogo, por exemplo.

“Isto porque as obrigações éticas são vinculadas ao responsável técnico. Sendo assim, a atuação da pessoa jurídica é intimamente ligada à da pessoa física, pois o profissional deve cumprir com as normas éticas também em nome da empresa”, argumenta Moraes.

Como registrar

Ainda de acordo com a Lei 5.194/1966, cabe ao Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) estabelecer os requisitos para o registro de pessoas jurídicas, bem como é feito com pessoas físicas. Os procedimentos são definidos pela Resolução 1.121, de 2019, disponível no site www.confea.org.br, abrangendo matriz, filial, sucursal, agência ou escritório, grupo empresarial e pessoa jurídica estrangeira, pode.

No Crea-SP, o registro pode ser realizado quando há contrato em Cartório de Pessoas Jurídicas ou quando na Junta Comercial. Os detalhes sobre quais documentos são exigidos e como agendar o atendimento estão disponíveis no site do Crea-SP (www.creasp.org.br), no menu ‘Empresa’.

“A vantagem de a empresa ter o registro junto ao Conselho é de maior credibilidade no mercado. Fora que, desta forma, ela pode comprovar regularidade por meio de certidões, uma vez que a certidão de registro é a única documentação comprobatória das pessoas jurídicas”, defende o advogado.

Com isso, as pessoas também podem consultar empresas que pretendem contratar, evitando assim obter serviços ilegais. “Basta uma consulta pública no site do Crea-SP para verificar empresas e profissionais registrados”, complementa Moraes. O mesmo também pode ser feito por e-mail no faleconosco@creasp.org.br ou pelos telefones 0800 017 18 11 ou 0800 770 27 32.

Caso a empresa não esteja registrada, fica sujeita à autuação em forma de multa. Ao todo, são três os tipos de infração:

 

  1. Empresa que atua sem registro – irregularidade pelo artigo 59 da Lei 5.194/1966;
  1. Empresa que, mesmo registrada, atua em uma área que não tem responsável técnico –

irregularidade pela chamada linha E do artigo 6 da Lei 5.194/1966;

  1. Empresa que não se constituiu para a área tecnológica, mas que presta esta modalidade

de serviços – irregularidade pela linha A do artigo 6 da Lei 5.194/1966.

Entidades de classe

As associações, formatadas e sujeitas à Lei 5.194/1966, são fundamentais para a orientação e acompanhamento de empresas nas diferentes regiões do Estado.

A Agronomia por trás do café premiado do interior de São Paulo

Município do Vale do Ribeira vira referência estadual quando o assunto é produção de alta qualidade

A cidade de Barra do Turvo, no Vale do Ribeira, e a sua produção cafeeira são os destaques do terceiro episódio da campanha “Onde tem Engenharia, o desenvolvimento acontece”, do Crea-SP, que foi ao ar na última sexta-feira (29/05).

O município, de 6.876 habitantes e localizado a pouco mais de 300 quilômetros da capital paulista, destaca-se por sua riqueza ambiental, cultura forte e uma diversidade agrícola expressiva. Na região, o café vem transformando a realidade de dezenas de famílias locais. Inclusive, o produto já se tornou referência não apenas na região, mas em todo o estado de São Paulo. Havia, contudo, quem dissesse que era impossível produzir café de qualidade naquele local, mas a Engenharia Agronômica chegou para acabar com esse mito.

“Com a Engenharia, conseguimos tornar a Barra do Turvo uma cidade inteligente em termos de inovação, utilizando a profissão para a melhoria direta da qualidade de vida da população”, comenta o engenheiro agrônomo e inspetor do Crea-SP, Mário Cavallari.

Para um café ser premiado, o processo vai muito além do plantio e da colheita. O projeto de incentivo à cafeicultura na região nasceu por iniciativa da Prefeitura, que cedeu milhares de mudas para alavancar o cultivo e conectou os produtores aos consumidores. Para sair do papel, a iniciativa uniu políticas públicas, conhecimento técnico e muito trabalho, gerando um aumento de 37% na movimentação turística e econômica do município.

Na parte técnica, o desafio inicial foi superar as crenças locais. “Existia o mito de que a região não conseguiria produzir café de qualidade por estarmos a apenas 300 metros de altitude. O que diziam era que café excelente só seria possível a partir de 900 metros”, conta Cavallari.

Para reverter esse cenário, foi utilizada a Engenharia para buscar soluções específicas, como a introdução da variedade de café Obatã Vermelho, que possui resistência natural à “ferrugem do café” (doença fúngica que já havia acometido dezenas de sítios). Além disso, era preciso se atentar à qualidade final da bebida, com o objetivo de atingir notas acima de 80 pontos para acessar o mercado de cafés classificados como gourmet.

Outro fator determinante para o sucesso da bebida é o rigor na colheita, selecionando exclusivamente os grãos maduros (vermelhos). Segundo Cavallari, durante o inverno, o amadurecimento do grão ocorre de forma muito lenta, pois o Sol costuma aparecer somente a partir do meio-dia. Esse clima específico acabou imitando as condições das regiões de alta altitude, que comumente têm bebida boa. “Essa aposta se provou acertada, consagrando a produção local como campeã em concursos nos anos de 2022, 2023 e 2025, alcançando notas acima de 90 pontos”, diz.

Maria Antônia é uma das beneficiadas do projeto que viu a vida mudar com a chegada da cultura do café. Após o casamento, ela morou em Santa Catarina por mais de duas décadas. Em meados de 2019, decidiu retornar à Barra do Turvo e aderiu ao projeto municipal. Ao lado do marido, ela realizou o plantio e, três anos mais tarde, em 2021, colheu os primeiros frutos. No ano seguinte, teve uma safra ainda mais robusta.

“O Mário avisou que ia nos inscrever em um concurso que seria avaliado em Campinas. Eu nunca tinha trabalhado com café e, logo na primeira vez que fomos inscritos, ganhamos”, celebra a produtora. O lote conquistou a 1ª colocação, garantindo a premiação para a propriedade em 2022.

Sobre a campanha

O “Onde tem Engenharia, o desenvolvimento acontece” é uma iniciativa que tem o objetivo de mostrar como o trabalho técnico e especializado faz a economia do Estado girar. Além disso, revela como a Engenharia, a Agronomia e as Geociências estão presentes no nosso dia a dia.

A série com seis capítulos ilustrará ainda a aplicação da Engenharia, Agronomia e Geociências nas cidades de Holambra, Tatuí e na região do Sudoeste Paulista. Os episódios serão veiculados nas redes sociais do Crea-SP e no YouTube, reforçando a presença do Conselho no ecossistema digital.

 



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