Edição Janeiro de 2026

AEA Marília destaca participação expressiva da região no XVI Encontro Crea-SP Jovem

Associação ressalta caravana de estudantes e reforça a importância da integração e da preparação profissional para o futuro da tecnologia

A Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Marília (AEA Marília) celebrou a participação marcante da região no XVI Encontro Crea-SP Jovem, realizado em 6 de dezembro de 2025, na Sede Angélica do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (Crea-SP).

A AEA Marília prestou apoio  essencial para garantir a presença de uma caravana composta por mais de dez alunos das principais instituições de ensino superior de Marília e Garça, incluindo a Universidade de Marília (Unimar), a Fundação Eurípides (UNIVEM) e a Faculdade de Ensino Superior e Formação Integral (FAEF).

O evento reuniu mais de 500 estudantes para um dia de imersão focado em temas cruciais para o futuro do mercado, como Inteligência Artificial (IA), empreendedorismo e gestão de carreira. Os debates tiveram como objetivo conectar a nova geração com as tendências e inovações da Engenharia, Agronomia e Geociências.

Para o engenheiro civil e presidente da AEA Marília, Vitor Violante, a participação no encontro é um passo estratégico na formação dos futuros profissionais. “É fundamental que a AEA Marília invista ativamente na base. Ao apoiar a ida dos nossos estudantes ao Encontro Crea-SP Jovem, estamos garantindo que eles tenham contato direto com os líderes do Sistema e com os debates sobre as inovações que moldarão nossa profissão. Eles são a próxima geração que trará o desenvolvimento tecnológico para Marília e região”, afirmou Violante.

O evento contou ainda com a participação de Lígia Mackey, presidente do Crea-SP, e a palestra magna do presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), engenheiro Vinicius Marchese, consolidando a relevância do encontro para o futuro tecnológico do país.

Expediente

Painel  Online é o boletim informativo da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Marília

Edição de Janeiro 2026

Diretoria 

CONSELHO ADMINISTRATIVO

Eng. Civil Vitor Manuel C. de Sousa Violante
Presidente

Eng. Agrônomo Nelson Martins Barreto Júnior
Vice Presidente

Eng. Agrônomo Walter Cação Júnior
Administrativo

Eng. Civil Haroldo de Mayo Bernardes
Adj.Administrativo

Eng. Eletricista Edson Navarro
Financeiro

Eng. Eletricista Antônio Carlos N. de Souza Júnior
Adj. Financeiro

Eng. Agrônomo Caetano Motta Filho
Social

Arquiteta Clédina Emiko Yamashita
Adj. Social

Eng. Civil Rúbio Galharim
Esportes e Lazer

Eng. Civil Leonardo Mathias Rampinelli
Adj. Esportes e Lazer

Eng. Civil Filipe Ceolin de Abreu
Cursos e Palestras

Eng. Civil James Lancaster D. de Moraes Salles
Adj. De Cursos e Palestras

Eng. Civil Nivaldo João da Cruz
Patrimônio

Arquiteta Larissa Yuri Ishi Amaral
Adj. De Patrimônio

Eng. Agrônomo Joaquim R. Mendonça Junior
Comunicação

Eng. Civil Lorena Sabaini da Silva
Adj.Comunicação

Jornalista-responsável Ramon Barbosa Franco – Mtb 32.103

Aniversários AEA Marília

01/01
Alexandre da Silva Álvares
Engenheiro Civil

04/01
João Thadeu Alves de Oliveira
Engenheiro Civil

Nayara Lima de Souza
Engenheira Florestal

05/01
Luis Fernando Leonardo
Arquiteto Urbanista

Marco Cury Margutti
Engenheiro Civil

07/01
José Eduardo Guillaumon
Engenheiro Agrônomo

08/01
Ady Gilberto Zambom
Engenheiro Agrônomo

Claudia Veloso Costa
Arquiteta Urbanista

Matheus Barrueco Doretto
Engenheiro Civil


Sander Rodrigo Cezar Borba
Engenheiro Mecânico

10/01
Amanda Rizzo Pesqueira
Engenheira Civil

11/01
Eduarda Cayres Casagrande Pinto
Engenheira Civil

Marco Aurélio de Oliveira Hila
Engenheiro Agrônomo

Moyses Dalan da Silva
Engenheiro Eletricista

12/01
Helber Xavier Girotto
Engenheiro Agrônomo

13/01
Joel Fernando Pelozo Machado
Engenheiro Agrônomo

15/01
Paulo Wilson Pires de Camargo
Engenheiro Civil

21/01
José Carvalho de Sousa Violante
Engenheiro Civil

23/01
Haroldo de Mayo Bernardes
Engenheiro Civil


Larissa Yuri Ishi Amaral
Arquiteta Urbanista

Victor Rodrigo Servantes Oliveira
Engenheiro Civil

24/01
Humberto Antonio Lanza Filho
Engenheiro Civil

Rafael Cristal dos Santos
Engenheiro Civil

25/01
Ricardo Silva Salomão
Arquiteto Urbanista

27/01
Claudia Sene Rosa
Arquiteta Urbanista

José Carlos Olea
Engenheiro Civil

Taylaine Yoko Arimoto
Engenheira Civil

29/01
Fabio Augusto Paulin Baraldi
Engenheiro Civil

Luiz Mauricio Serra de Arruda
Engenheiro Civil

31/01
Elson Albino Pereira
Engenheiro Eletricista

Fernando Augusto Lapa
Engenheiro Civil

Palavra do Presidente

Engenharia, inovação e o compromisso com o futuro em 2026

Iniciamos 2026 com o firme propósito de fortalecer ainda mais o protagonismo da Engenharia, da Arquitetura e da Agronomia no desenvolvimento de Marília. Como presidente da AEA, vislumbro um ano de grandes transformações, onde nossa prioridade será oferecer suporte técnico e representatividade para que nossos profissionais enfrentem os desafios de um mercado cada vez mais dinâmico. Estamos preparados para atuar como um elo entre o conhecimento técnico e as demandas da sociedade, garantindo que a excelência profissional seja o alicerce de cada projeto realizado em nossa cidade.

Uma das grandes conquistas deste ano será a inauguração do nosso novo espaço de coworking na sede da AEA Marília, uma obra moderna realizada com o valioso apoio do Crea-SP. Este ambiente foi projetado para ser um centro de inovação e colaboração, permitindo que nossos associados tenham uma infraestrutura de ponta para desenvolver seus negócios e trocar experiências. A entrega desta estrutura reforça nosso compromisso em oferecer benefícios tangíveis que acompanham as tendências do trabalho contemporâneo, aproximando os profissionais de todas as idades em um ambiente criativo.

Nos próximos meses, nossa gestão focará na ampliação dos cursos de capacitação e no estreitamento das relações com as instituições públicas e privadas. Acreditamos que a valorização das nossas categorias passa obrigatoriamente pela atualização constante e pela defesa intransigente das nossas prerrogativas profissionais. 2026 será o ano de consolidar a AEA Marília como uma entidade vibrante, que não apenas discute o futuro das cidades, mas que fornece as ferramentas necessárias para que seus membros sejam os protagonistas dessas mudanças estruturais e sustentáveis.

Encerro esta mensagem com um sentimento de profundo otimismo, certo de que a união da nossa classe é o que nos torna resilientes diante de qualquer adversidade. Mais do que uma associação técnica, a AEA Marília é uma família que cultiva a fraternidade e o respeito mútuo entre seus associados há décadas. Que este novo ano seja pautado pela colaboração e pelo orgulho de transformarmos a realidade através das nossas profissões. Sigamos juntos, com espírito de cooperação, construindo uma história de sucesso e amizade para todos os engenheiros, arquitetos e agrônomos marilienses

Agradeço a cada um de vocês, associados, que fazem da AEA uma entidad

e forte e representativa. Agradeço a diretoria, aos conselheiros e colaboradores, que se dedicam com afinco para que a nossa associação continue crescendo e valorizando os profissionais da engenharia, da arquitetura e da agronomia.

Em 2025, vamos juntos construir um futuro ainda mais promissor. Que os desafios sejam oportunidades de crescimento e que as conquistas sejam celebrad

as com alegria. Que a esperança seja a nossa bússola e que a ética e a responsabilidade sejam os pilares da nossa atuação.

Contamos com a participação e o engajamento de todos para que a AEA continue sendo um espaço de diálogo, de troca de experiências e de defesa dos interesses da nossa categoria.

Vitor Manuel Carvalho Sousa Violante, engenheiro civil e presidente da AEA Marília

Marília e Garça participam da caravana de estudantes no XVI Encontro Crea-SP Jovem. Mais de 500 alunos de todo o Estado estão presentes

Evento promove conexão e networking para estimular as oportunidades de atuação e traz nova geração de profissionais para debater sobre inovação e o futuro do mercado de trabalho

O XVI Encontro Crea-SP Jovem reúne mais de 500 estudantes na Sede Angélica, do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (Crea-SP), neste sábado (06/12), para um dia inteiro de debates sobre as perspectivas e o futuro do mercado de trabalho, além das principais inovações tecnológicas de Engenharia, Agronomia e Geociências. As cidades de Marília e Garça marcam presença no evento com uma caravana de mais de 10 alunos da Universidade de Marília (Unimar), Universidade Eurípides (UNIVEM) e da Faculdade de Ensino Superior e Formação Integral (FAEF). A participação conta com apoio da Associação Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Marília e Região (AEA Marília).

“O XVI Encontro Crea-SP Jovem é fundamental para integrar os estudantes ao Sistema Confea/Crea e, principalmente, ao futuro da área tecnológica. Ao debatermos Inteligência Artificial (IA), empreendedorismo e carreira, estamos preparando a próxima geração para ser a força motriz da inovação no estado”, afirma a engenheira Lígia Mackey, presidente do Crea-SP.

A palestra magna fica a cargo do presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), engenheiro Vinicius Marchese, com o tema “Futuros: Uma perspectiva sobre o mercado, as Engenharias e o Brasil”. “Esse evento é muito importante para que a nova geração de profissionais chegue preparada para encarar os desafios do mercado de trabalho. Eu realmente acredito que aqui está o futuro não só dessas profissões, mas do País”, destaca.

Projeto que altera Lei da Engenharia avança para o Senado

PL 1024/2020 modifica a Lei nº 5.194/66 e representa avanço para profissionais em todo o País

A Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou em 17 de dezembro de 2025, o substitutivo proposto pelo relator da matéria, deputado federal Cleber Verde (MDB-MA), que atualiza a Lei nº 5.194/1966, consolidando o Projeto de Lei (PL) 1024/2020. Após a aprovação, o PL segue para o Senado.

A presidente do Crea-SP, engenheira Lígia Mackey, comemorou a aprovação do PL 1024/2020 e destacou o avanço para as profissões de Engenharia, Agronomia e Geociências. “Damos um passo significativo em direção a uma legislação moderna, que realmente representa os anseios dos profissionais, correspondendo à realidade do mercado de trabalho”, enfatizou.

O presidente do Confea, engenheiro Vinicius Marchese, destacou o empenho de todo o Sistema Confea/Crea pela aprovação da matéria, ressaltando que “a Lei 5.194 precisa ser atualizada para podermos trabalhar cada vez mais com o foco em nossos profissionais”. Ele exemplificou a importância da proposta por meio da institucionalização do Programa Crea Júnior e da federalização do plenário da instituição, que passará a contar com representantes de todos os Estados.

“Outro avanço é tirar a palavra ‘multa’ do artigo 36, permitindo que os Creas possam investir parte da sua renda líquida para o aperfeiçoamento profissional, assim como as entidades de classe”, disse, destacando a parceria com os presidentes de Creas e os conselheiros federais.

“Realizamos uma audiência pública com a participação do Confea, dos Creas. Eu como engenheiro me sinto feliz em pautar essa matéria no último dia da reunião desta comissão no ano”, apontou o presidente da CCJ, deputado federal Paulo Azi (União/BA).“Vamos aprovar uma matéria muito importante para a engenharia brasileira, que é de suma importância para a inovação e o desenvolvimento do nosso país. Não foi fácil, mas conseguimos uma grande vitória”, comentou o relator. A proposta contou com manifestações favoráveis dos deputados Fernando Marangoni (União-SP) e Bia Kicis (PL-DF) e o apoio do deputado Rogério Correia (PT-MG), relator na Comissão de Finanças e Tributação.

A modernização da lei, tanto para os profissionais como para as entidades, foi destacada pelos representantes do Sistema durante a reunião da CCJ. “O PL vai trazer mais agilidade, eficiência e atendimento ao profissional. A matéria segue agora para o Senado, e a gente vai continuar trabalhando”, pontuou o engenheiro Daniel Robles, conselheiro federal por São Paulo.

Fonte: Crea SP – visite o site oficial www.creasp.org.br

 

Atestado de Capacidade Técnica já está disponível no CreaNet

Nova funcionalidade moderniza a emissão da CAT e amplia a segurança e a agilidade para os profissionais

O Crea-SP avança mais uma etapa na modernização de seus serviços digitais com o lançamento do Atestado de Capacidade Técnica digital, agora disponível diretamente no CreaNet. A novidade amplia a lista de soluções oferecidas na plataforma e representa um ganho significativo em praticidade, segurança e transparência para os profissionais registrados.

Com o novo serviço, o profissional pode emitir o atestado de forma totalmente digital, a partir da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) registrada e do contrato firmado, enviando o documento diretamente ao contratante para análise. Caso esteja de acordo, o contratante realiza a assinatura eletrônica dentro da própria plataforma, garantindo autenticidade ao processo. Após a assinatura, o atestado permanece disponível no sistema, permitindo que o profissional solicite posteriormente a Certidão de Acervo Técnico (CAT) de forma mais ágil.

Para a presidente do Crea-SP, engenheira Lígia Mackey, a funcionalidade reforça o compromisso do Conselho com a valorização profissional e a eficiência dos serviços. “O Atestado de Capacidade Técnica digital facilita a vida do profissional ao eliminar etapas burocráticas e trazer mais segurança a todo o processo. É uma solução que oferece confiabilidade, agilidade e respaldo técnico, alinhada às demandas atuais do mercado”, afirma.

Além de modernizar a emissão da CAT, o novo produto fortalece a integração entre informações técnicas, contratos e ARTs, promovendo mais transparência na relação entre profissionais e contratantes. Todo o fluxo acontece em um ambiente único e seguro, reduzindo riscos e otimizando o tempo de quem utiliza o serviço.

O Atestado de Capacidade Técnica digital, disponível no CreaNet – versão Beta, faz parte de um conjunto de iniciativas voltadas à transformação digital do Crea-SP, que busca simplificar processos, ampliar o acesso aos serviços e tornar a experiência do usuário cada vez mais eficiente e confiável.

Fonte: Crea SP – visite o site oficial www.creasp.org.br

Conteúdo Técnico: Crea tem manual que padroniza relatos para processos de acidentes na construção civil

Qualificação deficitária e prazos apertados elevam riscos em canteiros. Ações preventivas passam a ser aplicadas in loco

Uma das responsabilidades das Câmaras Especializadas do Crea-SP, colegiados formados por conselheiros das diferentes modalidades que compõem esse sistema profissional, é julgar, no âmbito de sua competência específica, infrações às leis que regem as atividades da área tecnológica, bem como ao Código de Ética da categoria e, caso necessário, aplicar as penalidades previstas.

Instruir corretamente esses processos, de maneira padronizada, com base em relatos consistentes, é sempre um desafio encontrado pelos conselheiros e pelas equipes que os auxiliam, já que essa análise passa pelas mãos de diferentes agentes internos, como as unidades de atendimento do Conselho, a Superintendência de Fiscalização, as Câmaras Especializadas e a Comissão Permanente de Ética Profissional.

Os acidentes de trabalho na construção civil sempre mereceram atenção especial do Conselho, pelos efeitos causados aos profissionais e às famílias envolvidas, e pela importância de garantir decisões bem embasadas nessas análises.

Para propor elementos que colaborem para essa uniformização, foi constituído o Grupo Técnico de Trabalho (GTT) Padronização de Relatos – Acidentes na Construção Civil, cuja atuação durante os dois últimos anos acaba de render um manual que, além de orientar as equipes internas, vai servir também de referência para a capacitação de profissionais e aos municípios, órgãos gestores e construtoras no trabalho de conscientização para a prevenção de acidentes.

“Os acidentes de trabalho têm impacto na saúde dos trabalhadores e de suas famílias, na vida de contratantes e seus familiares, na atividade de empreiteiras e construtoras, na responsabilidade profissional dos engenheiros do segmento, na atuação dos órgãos de controle e seguridade social, e na economia do nosso Estado e do nosso país. A visão desses especialistas colabora para evoluirmos nesse debate, garantindo a responsabilidade técnica a quem abraça suas profissões com ética e não mede esforços para levar segurança à nossa população”, ressalta a engenheira Lígia Mackey, presidente do Crea-SP.

O trabalho desenvolvido vai servir de apoio às equipes para que atuem de maneira integrada na correta instrução desses processos, permitindo que todos os agentes envolvidos compreendam seus respectivos papéis e a sequência de ações necessárias para o bom andamento de cada caso.

“Encontramos na organização das diversas etapas em um grande fluxograma a resposta para essa padronização, da identificação da denúncia à decisão da Comissão Permanente de Ética Profissional”, explica o engenheiro civil e engenheiro de segurança do trabalho Carlos Alberto Mendes de Carvalho, coordenador do GTT também formado pelos engenheiros civis Gabriel Cardoso Gonçalves e Alexandre Moraes Romão.

No levantamento realizado, o grupo identificou que a falta de qualificação da mão de obra e a constante pressão por prazos são os principais responsáveis pelo aumento do número de casos nos canteiros de obras, daí a necessidade de trabalhar essas questões preventivamente também in loco.

Fonte: Crea SP – visite o site oficial www.creasp.org.br 

Crea-SP disponibiliza apoio técnico a Prefeituras com Manual de Pontes e Viadutos

Documento padroniza fiscalização para evitar colapsos e reforça importância da presença da Engenharia na manutenção de estruturas urbanas

A segurança de pontes e viadutos exige vigilância constante, um alerta reforçado pela passagem de um ano do colapso da ponte Juscelino Kubitschek. Para subsidiar o trabalho de fiscalização e manutenção, o Crea-SP oferece o Manual de Inspeção em Estruturas de Concreto, consolidando normas e boas práticas para enfrentar eventos extremos e garantir a durabilidade das obras públicas.

O documento, desenvolvido em parceria com o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) e a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), reúne conceitos fundamentais e orientações práticas para a detecção precoce de anomalias. O material detalha procedimentos que permitem aos gestores identificar sintomas críticos em Obras de Arte Especiais, como a corrosão de armaduras, fissuras de origem estrutural e infiltrações indicadas por eflorescências.

“Nosso objetivo é subsidiar o poder público com conhecimento científico, garantindo que o trabalho seja conduzido por profissionais habilitados e registrados no Conselho. A prevenção é sempre mais eficiente e mais humana do que a reação”, afirma a engenheira Lígia Mackey, presidente do Crea-SP.

Dados oficiais do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), mostram a urgência do tema: o Brasil tem mais de 113 mil pontes e viadutos, e cerca de 11 mil estão em situação precária.

Parcerias entre o Crea-SP e Municípios

Reforçando seu papel como agente técnico do poder público, o Crea-SP tem firmado parcerias diretas com administrações municipais para viabilizar vistorias especializadas, com isso, algumas cidades paulistas já colhem os frutos dessa aproximação técnica.

Em São Carlos, a parceria foi oficializada em 12 de dezembro de 2025, com a assinatura de um termo de compromisso entre a Prefeitura, o Crea-SP e a Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de São Carlos (AEASC). O acordo prevê a catalogação e avaliação técnica de pontes, viadutos e passarelas sem custos ao município, visando prolongar a vida útil dessas estruturas por até 50 anos.

Já em Mogi das Cruzes, o programa de vistorias avançou significativamente, contando com o trabalho de verificação do Comitê de Pontes e Viadutos do Conselho, com apoio da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Mogi das Cruzes (AEAMC) incluindo inspeções detalhadas, como a realizada no viaduto Argeu Batalha, no dia 9 de dezembro.

“Queremos garantir que as decisões sobre infraestrutura sejam pautadas em critérios científicos e responsabilidade técnica. Ao subsidiar as prefeituras com este suporte, asseguramos que a engenharia seja a base de cidades mais resilientes e seguras para a população”, complementa Lígia.

Sobre o Crea-SP

Criada há 90 anos, a autarquia federal é responsável pela fiscalização, controle, orientação e aprimoramento do exercício e das atividades dos profissionais das Engenharias, Agronomia, Geociências, Tecnologia e Design de Interiores. O Crea-SP está presente nos 645 municípios do Estado, conta com cerca de 380 mil profissionais registrados e 100 mil empresas registradas.

Fonte: Crea SP – visite o site oficial www.creasp.org.br

Conteúdo Técnico

Engenharia que transforma vidas

Inovação e cooperação marcam avanços na acessibilidade e na tecnologia assistiva, com papel decisivo dos profissionais da área tecnológica

A acessibilidade e a tecnologia assistiva vêm ganhando novas dimensões no Brasil com iniciativas que unem legislação, inovação acadêmica, tecnologia, engajamento social e atuação profissional. A recente publicação da Norma Brasileira (NBR) 17.225:2025, que estabelece requisitos para facilitar e otimizar o acesso de todas as pessoas aos ambientes virtuais, representa um marco no país.

A diretriz da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) busca eliminar ou mitigar barreiras para utilização de websites, ampliando a inclusão e fortalecendo direitos já previstos em Lei. Para o advogado Cid Torquato, coordenador do Núcleo de Inovação e Acessibilidade do Centro de Pesquisa e Inovação da Universidade de São Paulo (InovaUSP) e embaixador do ICOM, plataforma de tradução simultânea entre pessoas que usam a Língua Brasileira de Sinais (Libras), a norma é fundamental para regulamentar o artigo 63 da Lei Brasileira de Inclusão (LBI).

“Precisamos estabelecer a NBR 17.225:2025 como padrão nacional. É necessário também incluir a obrigatoriedade de acessibilidade em aplicativos, hoje ainda não prevista”, afirma.

Dentre os avanços recentes, Torquato ressalta a inserção da Disciplina Paulista de Acessibilidade e Inclusão em universidades. Idealizado pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo (SEDPcD), em parceria com a USP e outras três universidades — Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp) e Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp) —, o curso aborda a análise de barreiras físicas, atitudinais, tecnológicas e pedagógicas, além dos direitos das pessoas com deficiência e a importância da cultura inclusiva.

Atuação estratégica do Crea SP

O Crea-SP tem atuado estrategicamente em colaboração com as cidades  paulistas nessas ações, a exemplo da cooperação com a Prefeitura de Cubatão. De acordo com a Secretaria de Obras Públicas do município, atualmente, o órgão prioriza projetos que já nascem alinhados às normas de acessibilidade, garantindo rampas, sinalizações adequadas, mobiliário urbano acessível e transporte inclusivo. A parceria com o Conselho fortalece a qualidade técnica das soluções propostas. Com o apoio de especialistas, é possível elaborar projetos mais consistentes, que não apenas atendem à legislação, mas que efetivamente transformam a vida das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

A cooperação garante que as políticas públicas sejam sustentadas por base técnica sólida, promovendo inclusão social, dignidade e mobilidade urbana de forma estruturada e duradoura. Na visão do engenheiro civil Amandio José Cabral D’Almeida Júnior, ex-coordenador da Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA) do Crea-SP e especialista em Acessibilidade Arquitetônica e Urbanística, o engajamento da Engenharia é indispensável.

“Os profissionais da área tecnológica são aqueles que mais podem contribuir para melhoria da qualidade de vida, com acessibilidade e inclusão a todas as pessoas. Ao projetar produtos, espaços e serviços temos a obrigação de garantir que todos possam desfrutar das experiências de nossas criações”, diz o engenheiro ao enfatizar a atuação da autarquia em cultivar consciência social.

Projeto Mão 3D

Os avanços ganham ainda mais força quando os resultados são compartilhados por quem teve a vida transformada. A universitária Maria Eduarda Venancio, estudante de Ciência e Tecnologia, nasceu com má-formação congênita na mão direita e compartilha sua experiência com as próteses desenvolvidas para ela pelo projeto Mão3D. A iniciativa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) utiliza a impressão em três dimensões para criar e doar próteses, órteses e dispositivos de tecnologia assistiva, principalmente para membros superiores, a pessoas com deficiência física em todo o Brasil.

“Quando coloquei a prótese pela primeira vez, me emocionei, e ao mesmo tempo fiquei impactada sobre como é diferente ter outra mão. Agora consigo realizar meu desejo de tocar violão, que não seria possível sem essa tecnologia. Eles fizeram especialmente para mim e pude participar da criação e personalização”, conta Maria Eduarda. A inovação veio da ciência e da tecnologia aplicada.

A engenheira biomédica Thabata Ganga, vice-coordenadora do projeto Mão3D, destaca a importância da área tecnológica no processo. “A Engenharia Biomédica foi essencial. Além do aspecto técnico, a área também contribuiu para aproximar ciência, saúde e sociedade, garantindo que a solução fosse clinicamente viável e socialmente relevante. A tecnologia assistiva é um campo que integra diversas modalidades profissionais e cada uma contribui de forma complementar”, explica.

Thabata esclarece que a solução só foi possível pelo uso de softwares livres de modelagem 3D, impressoras de baixo custo e o desenvolvimento de protocolos simplificados de design e produção, que permitiram oferecer próteses funcionais a um custo muito inferior ao das soluções convencionais.

“As políticas públicas são fundamentais para transformar iniciativas pontuais em programas estruturados de atendimento. O futuro aponta para soluções híbridas, que combinam manufatura digital, inteligência artificial e conectividade, sempre com foco na personalização e na inclusão social”, afirma. O impacto positivo desse trabalho ganhou destaque em uma campanha institucional do Crea-SP, demonstrando como a atuação da área tecnológica pode mudar realidades.

Saiba mais

O que é tecnologia assistiva?

São produtos, equipamentos, dispositivos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que visam promover uma inclusão funcional à pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida e garantir mais autonomia e independência no desempenho de atividades diárias.

A engenheira biomédica Thabata Ganga afirma que o futuro da tecnologia assistiva aponta para soluções híbridas, que combinam manufatura digital, inteligência artificial e conectividade, sempre com foco na personalização e na inclusão social. “Como exemplo, destaco a produção de órteses personalizadas para reabilitação neurológica, próteses estéticas faciais e mamárias, biomodelos anatômicos para planejamento cirúrgico e o uso de sensores integrados para monitoramento terapêutico”, evidencia.

“A tecnologia assistiva é um campo que integra diversas modalidades profissionais e cada uma contribui de forma complementar”, declarou a engenheira biomédica Biomed. Thabata Ganga

[Reportagem técnica publicada na edição 17 – julho-setembro de 2025, da Revista Crea São Paulo]

Fonte: Crea SP – visite o site oficial www.creasp.org.br

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