Painel Agosto de 2026

Diretoria da AEA Marília

Biênio 2026-2027

Presidente

Walter Cação Júnior

Engenheiro Agrônomo

Vice-Presidente

Nivaldo João da Cruz

Engenheiro Civil

Diretor Administrativo

Caetano Motta Filho

Engenheiro Agrônomo

Diretor Adjunto Administrativo

Michel Sudaia Filho

Engenheiro Agrônomo

Diretor Financeiro

Edson Navarro

Engenheiro Eletricista

Diretora Social

Clédina Emiko Yamashita

Arquiteta

Diretora Adjunta Social

Juliana Vila De Moraes

Arquiteta

Diretor Cursos e Palestras

James Lancaster Donovan de Moraes Sales

Engenheiro Civil

Diretor Adjunto de Cursos e Palestras

Regis Eugênio dos Santos

Engenheiro Eletricista

Diretor de Esportes e Lazer

Leonardo Mathias Rampinelli

Engenheiro Civil

Diretor Adjunto de Esportes e Lazer

Rubio Galharim
Engenheiro Civil

Diretora de Comunicação

Andressa Marqueze da Silva Lancaster de Moraes

Engenheira Civil

Diretor Adjunto de Comunicação

Gustavo Henrique Moretti Ferreira

Engenheiro Mecânico

Diretor de Patrimônio

Vitor Manuel Carvalho de Souza Violante

Engenheiro Civil

Diretor Adjunto de Patrimônio

Edson Carlos Rizzo

Engenheiro Civil

Conselho Fiscal

Efetivos

Cassiano Fogaça

Engenheiro Civil

Felipe Justo Fortunato

Engenheiro Civil

Fernando Cesar Favinha Rodrigues

Engenheiro Civil

Suplentes

Larissa Yuri Ishi Amaral

Arquiteta

Marcelo Salmon

Arquiteto

Silvio Angelo Boschetti

Engenheiro Agrônomo

Painel Online é o boletim informativo da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Marília

Jornalista-responsável: Ramon Barbosa Franco – Mtb 32.103

Aniversários

02/08

Lucio de Oliveira Lima Junior

Geólogo

07/08

Luiz Carlos Santilli Gabaldi

Engenheiro Civil

Nelson Martins Barreto Junior

Engenheiro Agrônomo

12/08

Marcos Augusto Zambom

Engenheiro Agrônomo

14/08

João Paulo da Silva Ferreira

Arquiteto e Urbanista

17/08

Patrick Renan Castro Ayres Ramos

Engenheiro Civil

18/08

José Augusto Ferraz de Campos

Engenheiro Eletricista

19/08

Veridiana Aparecida de Oliveira Costa

Engenheira Civil

22/08

Luiz Antonio da Silva

Engenheiro Civil

24/08

Rafaela Brandão Simões Oléa

Arquiteta e Urbanista

26/08

Ivan Giroto

Engenheiro Civil

27/08

João Vitor Silveira

Engenheiro Agrônomo

31/08

Tadeu Corsi

Engenheiro Agrônomo

A PALAVRA DO PRESIDENTE

A AEA Marília sempre em constante movimento

por engenheiro agrônomo Walter Cação Júnior

Aproximar a Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Marília das grandes decisões e do futuro de nossas profissões tem sido o compromisso central da nossa gestão. No final de julho, estive na sede do Crea-SP, na capital paulista, acompanhado pelo nosso diretor e ex-presidente da AEA Marília, o engenheiro agrônomo Caetano Motta Filho. Tivemos a satisfação de realizar uma visita institucional à presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo, Lígia Mackey.

Aproveitamos a oportunidade para parabenizá-la pessoalmente pela recente reeleição para o seu segundo mandato à frente do Conselho. Reafirmamos que a AEA Marília continuará caminhando lado a lado com sua gestão, oferecendo todo o apoio necessário para fortalecer o Sistema Confea/Crea e valorizar os profissionais de nossa região. As parcerias estratégicas com o Conselho têm resultado em avanços concretos ao longo da história de nossa associação — exemplo disso é o nosso coworking, inaugurado com sucesso no primeiro semestre deste ano. E não paramos por aí: já temos novos projetos em curso para ampliar a estrutura predial da nossa sede e oferecer instalações ainda melhores aos nossos associados.

Esse compromisso com o desenvolvimento técnico e institucional se reflete também na busca constante por qualificação. Desde o início do ano, realizamos diversos cursos de capacitação, incluindo o recente treinamento voltado ao uso da Inteligência Artificial aplicada ao nosso setor. Contamos, para tanto, com a valorosa presença do professor universitário e pesquisador Jesué Graciliano da Silva, que apresentou a IA aplicada à Engenharia e Arquitetura.

É marca registrada da AEA trazer sempre aos associados, profissionais e à sociedade as perspectivas e avanços mais modernos, garantindo o aperfeiçoamento contínuo da nossa comunidade técnica.

Mas a nossa entidade também se fortalece no convívio e na união. No próximo dia 16 de agosto, realizaremos mais uma edição do nosso tradicional almoço do porco, costela e carneiro no rolete. Um momento especial de confraternização, integração e harmonia para reunirmos colegas, amigos e familiares.

Convido cada um dos nossos associados a participar ativamente de nossas atividades sociais, usufruir da nossa estrutura e compartilhar com os colegas de profissão os benefícios que a AEA oferece. O networking e o fortalecimento mútuo são fundamentais para o êxito de nossas carreiras e para o crescimento das nossas profissões.

Um grande abraço!

Walter Cação Júnior, engenheiro agrônomo e presidente da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos (AEA Marília) – Biênio 2026-2027

AEA Marília fortalece laços institucionais com a presidência do Crea-SP em São Paulo

Reunião entre lideranças alinha iniciativas conjuntas voltadas à valorização profissional e ao fortalecimento da área tecnológica paulista

A busca contínua por inovação e a aproximação estratégica com os órgãos de classe motivaram a diretoria da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Marília a cumprir agenda institucional na capital paulista. Na oportunidade, os representantes marilienses reforçaram o compromisso com a valorização das carreiras técnicas e com a segurança da comunidade, destacando que o desenvolvimento da sociedade depende do trabalho diário de profissionais devidamente registrados no Crea-SP, conscientes e responsáveis com suas atribuições.

O encontro ocorreu em 30 de julho de 2026, quando o presidente da AEA Marília, o engenheiro agrônomo Walter Cação Júnior, e o diretor e ex-presidente da entidade, o engenheiro agrônomo Caetano Motta Filho, foram recebidos na sede do Conselho pela presidente do Crea-SP, a engenheira civil Lígia Mackey. A reunião foi destacada pela própria presidente do Conselho Regional em suas redes sociais, onde registrou: “O encontro aproxima o Conselho dos profissionais e amplia a construção conjunta de iniciativas voltadas à valorização da área tecnológica.”

A sinergia entre as entidades reforça o papel transformador das parcerias para a classe e para toda a região. “Seguimos trabalhando para representar nossos associados e aproximar cada vez mais a AEA das ações e oportunidades promovidas pelo Crea São Paulo”, afirmou o presidente Walter Cação Júnior. O diretor Caetano Motta Filho observou sobre o propósito de manter a associação como uma ponte ativa para o aprimoramento e a defesa da Engenharia, da Arquitetura e da Agronomia. “Nosso propósito é manter a associação como uma ponte ativa para o aprimoramento e a defesa da Engenharia, da Arquitetura e da Agronomia, garantindo que os profissionais de Marília e região tenham representatividade e acesso direto às grandes transformações do setor”, concluiu.

Crea-SP realiza nova edição do programa “Estágio Visita” em agosto

Iniciativa recorrente da autarquia oferece 90 vagas para imersão de estudantes e recém-formados nas práticas e na estrutura do Conselho

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (Crea-SP) realiza com frequência o programa “Por Dentro do Crea-SP: Estágio Visita”, iniciativa voltada ao aprimoramento e aproximação dos futuros profissionais do mercado de trabalho. A edição mais recente do projeto será realizada neste mês de agosto, oferecendo 90 vagas para estudantes e recém-formados vivenciarem uma imersão de três dias na estrutura e na atuação do maior Conselho profissional da América Latina.

As inscrições puderam ser feitas até o dia 5 de agosto de 2026, por meio do formulário oficial online. A etapa de seleção e habilitação documental ocorre no dia 7 de agosto, enquanto a lista com os nomes dos selecionados será divulgada no dia 11 de agosto. A imersão presencial está marcada para o período de 18 a 20 de agosto.

Puderam participar alunos matriculados em cursos de graduação ou pós-graduação de instituições de ensino paulistas vinculadas ao Sistema Confea/Crea, além de egressos formados há, no máximo, 180 dias, mediante apresentação da documentação exigida em edital.

Durante os três dias de atividades, os participantes acompanharão palestras institucionais, apresentações técnicas e encontros com equipes de áreas estratégicas. Para garantir a representatividade e o acesso de estudantes de diferentes regiões do Estado, as despesas com hospedagem e alimentação serão custeadas pelo Crea-SP.

A presidente do Conselho, a engenheira civil Lígia Mackey, reforça que a ação aproxima a formação acadêmica da prática profissional. Segundo ela, a vivência permite aos futuros profissionais compreenderem o papel da autarquia na sociedade e a importância da responsabilidade técnica e do exercício ético das carreiras.

Criado há 92 anos, o Crea-SP é responsável pela fiscalização e orientação das atividades das Engenharias, Agronomia e Geociências em todos os 645 municípios paulistas, somando cerca de 380 mil profissionais e mais de 110 mil empresas registradas.

CONTEÚDO TÉCNICO

El Niño desafia produção agrícola e exige planejamento de Engenharia no campo

Calor e chuvas irregulares ameaçam o campo; especialista do Crea-SP alerta para quebra na safra paulista e reforça a necessidade de programação

O avanço do fenômeno climático El Niño, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, acende um alerta para o agronegócio brasileiro ao alterar o regime de chuvas e as temperaturas em todo o país. Para garantir a sustentabilidade e enfrentar esse cenário de extremos em todas as frentes do campo, a aplicação prática da Agronomia e da tecnologia surge como uma resposta indispensável e propositiva.

O uso de ferramentas modernas permite que o setor produtivo se antecipe às adversidades climáticas, diminuindo perdas severas na produtividade e assegurando a qualidade dos alimentos que chegam à mesa do consumidor.

Essa blindagem tecnológica é fundamental para responder de forma ágil aos extremos climáticos que se dividem pelo território nacional. Enquanto o estado de São Paulo e o Centro-Sul do país operam sob a ameaça de ondas de calor extremo e estiagens intermitentes, a Região Sul enfrenta o desafio oposto, com tempestades volumosas na fase de colheita do trigo e do milho. Nesses solos encharcados, a impossibilidade de entrada das máquinas eleva os riscos de o grão germinar na palha ou apodrecer em campo.

É justamente para equilibrar essa balança de excessos e escassezes que a Engenharia Agronômica atua, permitindo desde a aplicação de irrigação inteligente nas áreas secas até o desenvolvimento de projetos eficientes de drenagem para evitar a erosão e a perda de qualidade industrial dos alimentos.

A quebra da regularidade climática desorganiza diretamente o calendário agrícola, gera um efeito cascata no ciclo de desenvolvimento das grandes mercadorias e afeta o planejamento econômico das propriedades. “O calendário agrícola pode ser alterado porque a irregularidade de chuvas provocada pelo El Niño desorganiza o planejamento que é feito nas áreas produtoras. Um bom exemplo é na plantação de soja, se for plantada tardiamente, ela amadurece em condições climáticas menos favoráveis, sofre com o calor excessivo e como consequência tem menor rendimento na safra”, afirma o engenheiro agrônomo Glauco Eduardo Pereira Cortez, diretor de Relações Profissionais do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (Crea-SP).

Além dos grãos, o cinturão de culturas perenes de São Paulo, composto expressivamente pela citricultura, que é o cultivo ou plantação de frutas cítricas, tais como laranjas, limões, tangerinas e cafeicultura, enfrenta forte pressão fisiológica devido às anomalias térmicas. O calor extremo na primavera prejudica diretamente a transformação das flores em frutos. Já na produção de café, o calor forte e as chuvas irregulares fazem as plantas florescerem fora de hora e de forma desigual. O resultado é que os frutos amadurecem em ritmos diferentes, gerando grãos de pior qualidade e deixando a lavoura mais exposta ao ataque de pragas.

“O grande volume de calor pode prejudicar tanto os animais quanto as plantas, e nas culturas perenes o risco é vermos as flores caírem antes de virarem frutos. No caso da citricultura paulista, as temperaturas extremas na fase de pós-florada fazem com que a planta aborte a produção como um mecanismo de sobrevivência ao estresse hídrico, fazendo com que haja uma quantidade menor de laranjas colhidas e prejudica a qualidade final, gerando frutos menores, com casca mais grossa e menor rendimento de suco para a indústria”, complementa Glauco.

A mesa do consumidor sente o reflexo do El Niño de forma ainda mais rápida com as hortaliças. O ambiente abafado e excessivamente úmido acelera o ciclo biológico de fitopatógenos, provocando surtos de doenças fúngicas como a mela no alface e a ferrugem em plantios de tomate e batata, exigindo manejo preventivo rigoroso para evitar a perda total da produção. No caso do tomate, o calor excessivo impede o desenvolvimento adequado, pois o fruto atinge o tamanho normal externamente, mas o enchimento interno fica comprometido, resultando em um produto oco e leve que perde peso na balança e força a alta dos preços nas feiras.

O setor pecuário leiteiro de São Paulo também pode ser afetado durante a vigência do fenômeno, enfrentando quedas expressivas na produtividade causadas pelo desconforto térmico dos animais. O calor exagerado provoca estresse térmico severo no rebanho, o que reduz drasticamente o apetite das vacas, diminui a ingestão de matéria seca e altera o comportamento de consumo diário de água. “As vacas sob estresse térmico produzem menos leite. Esse quadro gera uma redução imediata na produção de leite, que pode variar entre 10% e 30%, além de comprometer os teores de gordura e proteína. Paralelamente, as pastagens sofrem com a estiagem, obrigando o produtor a investir em suplementação com alimentos concentrados para manter o escore corporal do gado, o que eleva o custo operacional da atividade”, detalha.

No pós-colheita, o suporte tecnológico é igualmente vital para impedir que a umidade deteriore a produção armazenada, especialmente em safras colhidas sob condições adversas de chuva, como ocorre frequentemente com o trigo no Sul do país. O uso de secadores industriais integrados a silos modernos com controle automatizado de temperatura e umidade garante a conservação e a qualidade dos grãos, evitando perdas financeiras após o esforço despendido em campo. Além disso, o planejamento do produtor deve incluir o uso de cultivares geneticamente mais tolerantes ao estresse térmico e à seca, aliadas à adoção do Manejo Integrado de Pragas (MIP), que utiliza sistemas de alerta e monitoramento constante para identificar a proliferação de insetos e fungos.

Para o enfrentamento das instabilidades decorrentes do El Niño, a gestão preventiva de dados climáticos se consolida como diretriz indispensável no campo. Glauco reforça a importância desse monitoramento contínuo para a estruturação de planos de contingência robustos e para a antecipação na aquisição de insumos. “O produtor precisa trabalhar com cenários, tendo os planos A, B e C desenhados para agir de acordo com o comportamento do clima, seja ele de normalidade, seca ou chuva excessiva”, conclui o diretor do Crea-SP.

Saiba como se preparar para a vistoria técnica do seu imóvel

Para garantir segurança jurídica e apoiar consumidores no momento da entrega de chaves. Crea-SP e Ibape-SP disponibilizam guia prático gratuito digital

A entrega das chaves é o momento mais esperado por quem compra um imóvel novo. No entanto, receber o primeiro apartamento ou uma nova sede comercial exige cuidados que vão muito além de uma simples inspeção visual superficial. É preciso uma inspeção minuciosa para garantir que todos os itens do contrato foram de fato entregues com qualidade e total segurança. Para dar transparência e segurança jurídica a essa etapa fundamental, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (Crea-SP), em parceria com o Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de São Paulo (Ibape-SP) e o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), disponibiliza a cartilha “Vistoria de recebimento de salas comerciais e apartamentos novos”.

O documento funciona como um roteiro técnico detalhado para nortear consumidores, incorporadoras, construtoras e engenheiros, assegurando que o comprador receba exatamente o que contratou. O material estabelece diretrizes essenciais para o momento da entrega, orientando detalhadamente sobre a conferência de materiais para checar se pisos, revestimentos, louças e metais correspondem fielmente ao memorial descritivo.

Além disso, o guia detalha testes indispensáveis que devem ser realizados nos sistemas hidráulicos e elétricos, englobando a checagem do escoamento, a pressão da água e o pleno funcionamento dos pontos de energia, e aborda a inspeção minuciosa de esquadrias, revestimentos, prumo e nível de paredes, fixação de janelas e a identificação de possíveis defeitos estruturais latentes.

Embora o guia seja um excelente norteador para o consumidor, o olhar de um profissional é indispensável. “O engenheiro habilitado e registrado no Sistema Confea/Crea vai checar a conformidade do apartamento ou da sala comercial com o memorial descritivo e o projeto executivo, identificando e documentando tecnicamente possíveis vícios aparentes antes que as chaves sejam entregues. O imóvel, assim como outros bens, tem prazo de garantia e o apontamento das correções, antes de entrar no imóvel, é fundamental para não perder essa validade”, destaca Lígia Mackey, presidente do Crea-SP.

Essa avaliação logo na entrega evita que falhas de execução ou acabamento se transformem em desgastes e prejuízos financeiros no futuro para o consumidor. Detectar e registrar esses problemas antes do recebimento oficial das chaves do imóvel facilita a negociação com a construtora, assegurando que o proprietário não precise arcar com reformas corretivas logo após receber as chaves.

Para a presidente do Ibape-SP, engenheira civil Fabiana Albano Russo de Melo, a iniciativa traz benefícios para todo o mercado. “Os profissionais têm mais um material técnico de referência graças ao apoio do Crea-SP e do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea). A disponibilização da cartilha também é uma forma de aprimorar a atuação, valorizar os peritos e assegurar o avanço tecnológico das atividades profissionais”.

A cartilha completa está disponível gratuitamente para download no site do Crea São Paulo, no link a seguir: https://www.creasp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/260119-CREA-cartilha-vistoria-apartamentos-e-salas-AF-2.pdf

AEA Marília promove capacitação sobre o uso da Inteligência Artificial na Engenharia e Arquitetura

Treinamento ministrado pelo professor Jesué Graciliano apresentou a evolução histórica da tecnologia e ensinou a elaboração de comandos práticos para o cotidiano profissional

As oportunidades e transformações trazidas pelas novas tecnologias para o setor técnico motivaram a Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Marília a realizar uma capacitação focada nas aplicações práticas da Inteligência Artificial. O treinamento reuniu estudantes, profissionais e associados para debater como as ferramentas de IA podem otimizar processos, agilizar rotinas de trabalho e elevar o nível de precisão nos projetos de Engenharia e Arquitetura.

O encontro foi realizado em 14 de julho de 2026, na sede da entidade, e contou com a condução do professor universitário Jesué Graciliano da Silva, docente do Instituto Federal de Santa Catarina. Durante a apresentação, o conferencista traçou uma linha do tempo histórica da tecnologia, lembrando que, embora o lançamento mundial da IA Generativa em 30 de novembro de 2022 representa o marco em que a população geral passou a ter acesso direto às ferramentas, o tema vem sendo desenvolvido por pesquisadores há mais de 70 anos.

Os pensadores da IA

Entre os marcos citados estiveram os estudos pioneiros de Alan Turing na década de 1940, a criação do primeiro chatbot (Eliza) em 1966 por Joseph Weizenbaum, a vitória do supercomputador Deep Blue sobre o enxadrista Garry Kasparov em 1997 e as visões futuristas de autores como Isaac Asimov, Arthur C. Clarke e Philip K. Dick.

A estratégia do prompt eficaz

Além do resgate histórico e conceitual, Jesué abordou a aplicação cotidiana da IA, demonstrando exemplos práticos de prompts que engenheiros e arquitetos podem utilizar no dia a dia. Segundo o professor, a construção de comandos eficazes exige a definição de uma persona, um objetivo claro e contextos relevantes. Para ilustrar o impacto das ferramentas nas análises complexas, o palestrante destacou que a Inteligência Artificial consegue identificar e criar padrões com maior precisão do que os seres humanos, garantindo mais rapidez e eficiência aos projetos.

A diretoria da AEA Marília marcou presença no evento e destacou a importância de manter a classe técnica atualizada frente às inovações do mercado. “A nossa associação tem o compromisso contínuo de trazer aos associados e profissionais o que há de mais moderno em termos de qualificação, garantindo que Marília esteja sempre na vanguarda da Engenharia e da Arquitetura”, afirmou o presidente da AEA, o engenheiro agrônomo Walter Cação Júnior.

Projeto visa simplificar preenchimento da ART

Nova ferramenta do Crea-SP vai filtrar atividades automaticamente e reduzir o tempo de emissão do documento

Emitir a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) no Crea-SP vai ficar muito mais rápido, simples e intuitivo. O Conselho está desenvolvendo um projeto de modernização da plataforma que vai automatizar e personalizar o preenchimento da Tabela de Obras e Serviços (TOS).

A nova ferramenta inteligente fará um filtro automático, exibindo na tela apenas as opções que correspondem exatamente à titulação, às atribuições legais e à grade curricular de quem está emitindo o documento.

Segundo o superintendente de Tecnologia e Inovação do Crea-SP, Marcelo Pessoa, a otimização trará um grande ganho de eficiência para a rotina dos profissionais. “É uma etapa dentro da ART que leva cerca de 30% do tempo de preenchimento”, comenta. Além disso, personalizar esse atendimento para o estado de São Paulo é um marco tecnológico, já que o Crea-SP gerencia a maior massa de dados do país.

O trabalho vem ocorrendo em duas frentes para estruturar o projeto. Na primeira delas, a equipe está organizando o banco de dados para unificar mais de 5 mil atribuições cadastrais duplicadas, consolidando-as em um modelo estimado de cerca de 800 perfis precisos.

Na sequência, uma inteligência artificial analisa o histórico de milhares de ARTs emitidas ao longo dos anos e mapeia o que cada modalidade realiza no dia a dia. Com o auxílio da IA, a iniciativa busca identificar e descartar divergências de atuações fora das competências, além de cruzar esses dados com a tabela do Crea-PR, que implementou sistema semelhante.

Marcelo afirma que o apoio da tecnologia tem sido fundamental para seguir a implementação da ferramenta com máxima precisão. “Dentro de todos os projetos do Crea-SP, esse é o mais complexo que trabalhamos, o que justifica um tempo maior para consolidação”

A partir desse cruzamento realizado pela IA, os conselheiros de cada Câmara Especializada poderão fazer a validação final das atividades de cada categoria em uma plataforma exclusiva. Sobre o andamento dos trabalhos internos, a superintendente de Colegiados, arquiteta urbanista Dinah Sayuri Iwamizu, pontua que as equipes vêm trabalhando ativamente ao longo dos últimos meses.

Ela destaca ainda que o principal ganho da mudança será a facilidade no preenchimento da ART, especialmente para quem está em início de carreira. “A Engenharia é muito ampla e, nem sempre quando o recém-formado sai da faculdade, sabe exatamente o que pode ou não fazer”, completa.

A ferramenta também será flexível em caso de formações específicas ou complementares na grade curricular, permitindo no futuro a solicitação da inclusão de atividades fora do pacote padrão de maneira simples e digital no mesmo ambiente virtual.

O coordenador da Câmara Especializada de Agronomia (CEA), engenheiro agrônomo André Luís Paradela, ressalta que o trabalho de análise da Tabela de Obras e Serviços exige rigor técnico e cautela por parte das equipes. “É um assunto complexo que leva tempo. Estamos avaliando as atribuições e cruzando a TOS com o histórico de ARTs emitidas para entender o que deve ser mantido ou retirado. Como existem muitos decretos e profissionais que obtiveram habilitações específicas ao longo do tempo, é um tema que precisa ser tratado com atenção”, observa.